Quase de verdade

capa

Autor: Clarice Lispector
Ilustrador: Cecília Jucá
Número de chamada: LIJ 350
Número de registro: 350/1983
Editora: Rocco
Ano de publicação: 1978
Número de páginas: 32

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Resenha:chave

Um pronome irrompe na tradicional expressão de abertura das narrativas infantis: “Era uma vez… Era uma vez: eu”. É o cachorro Ulisses quem conta para a sua dona, Clarice, a história principal do livro: uma fábula sobre a inveja e a vingança de uma figueira infértil que, com a ajuda de uma bruxa, explora o trabalho das galinhas para obter lucro. Clarice entende os latidos de Ulisses e escreve o que ele lhe conta. Nesta obra, os limites entre real e ficção, verdade e mentira são tensionados. Brincadeiras com a linguagem e interpelações simuladas pela oralidade do texto estimulam a interlocução ativa do leitor com a história. O projeto gráfico traz desenhos em preto e braço e imagens de animais em amarelo. Ao final, uma questão sem resposta surpreende e interpela o leitor.
Palavras-chave: fábula, inveja, vingança, perdão, intertextualidade, arquétipos, mitologia, contos etiológicos.
Imagem-chave: páginas 16 e 17
Nome do Resenhista: Francisco Thiago Camêlo
Obs.: O livro foi publicado postumamente, em 1978, um ano após a morte de Clarice Lispector.
Ilustrar o texto de Clarice Lispector é um desafio. Um leitor curioso certamente vai cotejar a ilustração das edições anteriores de Quase de Verdade publicadas pela editora Rocco com a releitura da obra feita pela ilustradora Carla Irusta (editora Rocco, 2014).

 

 

 

 

 

 

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