O barco das crianças

Título:  O barco das crianças

Autor: Mario Vargas Llosa

Ilustradora: Zuzanna Celej

Tradutores: Paulina Wacht e Ari Roitman

Editora: Alfaguara

Ano de publicação: 2016

Número de páginas: 100

Resenha:

Neste livro, o autor traz de volta seu protagonista-menino Fonchito, o mesmo de Fonchito e a Lua. Desta vez, a curiosidade do menino é despertada pela presença constante de um velhinho, que toda manhã está diante de sua casa, sempre no mesmo banco, olhando fixamente para o mar. A curiosidade promove o encontro entre eles. Durante dias e dias, sempre pela manhã, o velho vai contando a Fonchito sua história e o porquê de observar tão atentamente o mar, na esperança de enxergar o Barco das Crianças – lugar de onde partiu há muito, para conhecer o mundo, mas que, agora, é para onde deseja retornar, como que a cumprir o seu verdadeiro destino. A história é baseada na mítica narrativa medieval de milhares de crianças que deixam suas casas para seguirem em romaria até Jerusalém a fim de retomar a cidade santa para os cristãos. O autor se apropria desta narrativa e faz de seu velhinho uma destas crianças perdidas. Esta intertextualidade não só constrói a narrativa, como também reforça a interseção infância e velhice como “duas pontas da vida” e das histórias: princípio e fim, não de modo linear, mas na convivência entre o vivido e a curiosidade pelo que virá. As ilustrações, desenhos e aquarelas, reforçam a visão lúdica da personagem criança, bem como a memória idealizada do velhinho. São representações oníricas que sublinham as referências presentes na história.

 

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Palavras-chave:  curiosidade, experiência, intertextualidade, infância, velhice.

Imagem-chave: página 29

Resenhista: Denise Ramalho

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